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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Leadership is About a New Perspective. The human sciences as a source of innovation in business and management


Dorie Clark said in her article on Forbes yesterday that the usual characteristics needed for a leader, such as integrity, leadership, vision (according to her reading about Annmarie Neal’s released book, ‘The Forthcoming Leading from the Edge’ - ASTD Press, 2013), are not enough to face the challenging environment of corporate world, so the new leaders need two essential qualities – one is ‘a record of failure’, so they will have the experience of hit rock bottom and get up on their feet when facing big challenges, what we can assume, constitutes the resilience as the power to absorb emotionally and intellectually the frustration of mistake and lost, and start again (specially learning from their mistakes. http://www.forbes.com/sites/dorieclark/2013/01/03/why-failure-is-good-for-leaders/

The other quality is ‘a liberal arts perspective’, an interdisciplinary point of view (beyond the STEM skills – i.e., science, technology, engineering, and math, valorized as ‘the essential skills’ by business world), the perspective derived from humanistic disciplines, usually seemed as “vague” or “ethereal” to build a solid leadership which needs to the centered to make difficult decisions everyday, is now being discovered and valorized in business world, specially by innovation markets. According to Clark:  “Leadership today is not about industry depth only,” she says. “It’s about making connections across disciplines.” The ability to innovate – like Steve Jobs, who famously toured India and studied calligraphy – “requires the ability to see the world. You need to be a sociologist, a cultural anthropologist, a political scientist, an economist. It’s back to the liberal arts.”
As an anthropologist and working with innovation for many kinds of business, I’ve been noticing that what makes a difference that can enhance the market share for my clients, is ‘to see what others cannot see’, I mean, the leaders, CEO’s, and professionals that among these clients have delivered best results for their companies, are the ones who can have a broader view of their market, beyond the ‘market vision itself’ of their company situation, and of their own area, or field of work, and looked deep down the surface everyone else (and specially the concurrence) are looking at. And what makes this possible are the skills they have (or hire from suppliers, as they hire my company) to see what we call ‘reality’ as a different scenario where shadow zones are enlightened, opportunities are discovered and solutions arise as hidden possibilities not seeing before.
Disciplines as anthropology, ‘deconstruct’ myths, patterns and common sense vision of what we call reality in order to understand what lies deep down the surface and expose the real reasons, values, and cultural drivers that creates this ‘reality’ (the consumer behavior, the criteria of choice, the use of products, the relationship with the brand), so deep answers and reasons are bring to surface, reasons not perceived before which leads to a plethora of new possibilities and orientations for business decisions and strategies development – that, the real path of innovation. Recognizing the drivers that generates emotional influence and determine actions and reactions, these leaders are more able, also, to inspire, motivate and solve conflicts among their work teams.
These leaders develop, in appropriation of the mentioned disciplines and their use on business and industries, the real skills to develop what is expected of a successful leader – the possibility of create real differentiation as the essence of strategy – and they have been well succeed with that.


Valeria Brandini, PhD.
Business Anthropologist , Writer, Lecturer and Co-founder of
Nucleo Xamã (Consumer Science Applied to Business)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Antropologia Organizacional Aplicada `a Empresa: Definindo Valores e Criando Estratégias

Parte de uma palestra que eu ministrei sobre Antropologia Organizacional Aplicada: 
Redes Sociais Aplicadas ao Mundo Corporativo: A Gestão do Conhecimento por Redes Virtuais.

Antropologia Organizacional Aplicada `a Empresa:
 Definindo Valores e Criando Estratégias

O nome é complexo, mas o conceito é simples: Por trás do número da carteira de trabalho de cada colaborador e da tela do computador existe uma pessoa com valores que estruturam sua visão de mundo e determinam seu comportamento. A empresa é formada por pessoas. Não adianta desenvolver uma  um planejamento de cultura organizacional top down - a ser implementada internamente - com princípios, missão e valores sensacionais se você não entende os valores emergentes e princípios de comportamento dos diferentes grupos de colaboradores que compõem esse organismo vivo chamado corporação. 
Toda empresa possui uma cultura que define seu modus operandi interno e externo mesmo sem ter um 'plano explícito de cultura organizacional',  existe um padrão que se estrutura organicamente tanto pela área de atuacão, quanto pelo perfil dos proprietários e líderes, pelo tipo de entrega, pela regionalidade e por fim por todos estes elementos combinados essa cultura cria sua 'cosmologia' - tal qual uma pessoa, existe um 'universo interno' que se relaciona internamente (como um corpo e seus órgãos) e externamente com o Outro. Essa cultura empresarial é então formada por valores que determinam sua visão de mundo e posicionamento no mercado e junto aos colaboradores e que orienta sua forma de agir com todos os stakeholders - 'seu comportamento' - desde o modelo de negócios, a estrutura burocrática, a comunicação corporativa, as regras de ética e conduta chegando até a estruturação física da empresa (imagine a diferença entre a cultura organizacional da Apple no Vale do Silício e a da Toyota no Japão, ou do Grupo Boticário e da Sadia), não dá para adotar um modelo externo ou estratégias em evidência adotadas por outras empresas sem conhecer a fundo a cultura emergente e de perfil comportamental 'desta empresa', pois não se cria aderência e gera grandes rupturas com efeitos catástróficos em diversos níveis.. 
Uma empresa é um organismo vivo, funcional e atuante porque é feita de PESSOAS que a operam e estas pessoas se agregam em grupos com diferentes - valores - e estes grupos formam clusters internos que podem ser definidos por áreas de atuação (marketing, RH, Finanças, comercial, criação, TI), por idade, por interesses de lazer e pelos mais variados interesses em comum tanto em termos do trabalho quanto em termos pessoas e até de objetivos em relação `a empresa.
Se uma cultura organizacional forte e consolidada tanto pela área de atuação, país de origem ou tempo de existência que geram 'hábitos' resistentes se impõe sem compreender a 'cultura emergente' dos diferentes grupos que compõem seu corpo de colaboradores, o choque cultural pode gerar problemas que vão afetar deste a produção cotidiana, passando pela retenção de talentos, pela fluência da comunicação internas, por processos em diferentes dimensões e mesmo o desenvolvimento e implementação de estratégias e consequente produto final - sem falar na relação com o cliente, pois a empresa se relaciona com o consumidor final, mesmo no B2B, por meio de pessoas. 
Pois bem, a Antropologia Organizacional aplicada ao mundo empresarial visa entender por meio de pesquisa antropológica com o público interno, tanto os valores definidos ou tácitos da organização, quanto os valores dos diferentes grupos emergentes na empresa para promover o que eu chamo de 'harmonização' destes valores destas culturas diferentes, respeitando-os porém trabalhando os mesmos rumo `a excelência e produtividade e corrigindo pontos negativos e então alinhando-os segundo os objetivos da organização que demandaram a pesquisa. O resultado do estudo permite desenvolver mudanças estratégicas tocando em 'pontos nevrálgicos' que realmente sensibilizam, engajam e transformam, gerando tanto um planejamento estratégico quanto ações táticas com fins bem objetivos que surtem efeito comprovado pelos meus 10 anos de experiência na área e cases junto a clientes.
Na minha experiência profissional desenvolvi um trabalho de Antropologia Organizacional aplicado `a Comunicacão Corporativa para uma montadora oriental com uma cultura organizacional muito forte e diametricamente diferente da cultura dos colaboradores brasileiros, divididos em três plantas, em cidades, por sua vez, muito diferentes culturalmente entre si. O estudo antropológico junto aos colaboradores me permitiu identificar os diferentes clusters presentes entre o publico interno e sua cosmologia e compreender a estrutura comunicacional interna a partir da análise dos padrões orientados por valores e comportamentos destes clusters e a dissonância com a cultura e padrão comunicacional da montadora. Respeitando as diferenças, um processo de harmonização que gerou um planejamento estratégico com ações práticas e eficientes possibilitou reestruturar a comunicação corporativa interna da empresa.

Várias estratégias podem ser adotadas a partir do conhecimento dos valores, das estruturas de comportamento e dos padrões culturais internos tanto da empresa quanto dos clusters de colaboradores. Por exemplo, canais de comunicacão virtuais, como redes sociais digitais possibilitam sedimentar o processo de harminizacão e gerar engajamento por parte de colaboradores e implementar a gestão do conhecimento interno, elemento importante para hoje para criar ações estratégicas objetivas junto a stakeholders sem se inventar a roda uma segunda vez ou vestir uma roupa que não é o seu número.